20/12/2019

IPEA projeta crescimento do PIB em 1,1% para este ano e 2,3% para 2020

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou nesta quinta-feira 19, as projeções para a economia brasileira, que indicam a retomada do fôlego nos últimos meses e o viés otimista para 2020. Conforme análise da Diretoria de Estudos e Pesquisas Macroeconômicas (Dimac), a previsão é de que 2019 termine com crescimento de 1,1% no Produto Interno Bruto (PIB), somando-se a previsão de 0,4% de crescimento no último trimestre de 2019. A previsão para 2020 foi revista para cima, de 2,1% inicialmente para 2,3%.

Pelo lado da oferta, todos os setores terão aumento em sua taxa de crescimento, com destaque para a agropecuária e indústria. Pelo lado da demanda, prevê-se forte aceleração do investimento e do consumo das famílias, enquanto as exportações líquidas novamente absorverão esse aumento da demanda doméstica, a exemplo do aconteceu em 2019.

As projeções de inflação também foram revisadas. Para 2019, a expectativa é de 3,7%, 0,30 pontos percentuais acima da previsão anterior. Para 2020, a projeção também teve um pequeno aumento: de 3,7% ao ano para 3,76% ao ano.

Um dos itens que mais contribuiu para a variação da inflação este ano foi a carne bovina. A peste suína africana, que atingiu fortemente a China, aumentou a demanda externa por carne bovina – as exportações brasileiras do produto cresceram 30% entre setembro e outubro, fazendo com que o preço subisse 8,09% em novembro e puxando a inflação para cima. A alta acumulada de 12 meses até novembro foi de 14,4%. Com a carne bovina mais cara, a procura por aves, suínos e ovos subiu, assim como o preço dessas proteínas.

Segundo os pesquisadores, a economia em 2019 está sendo impulsionada pela demanda doméstica via consumo das famílias e investimento. A melhora no mercado de trabalho e a preponderância do PIB do setor privado em contraposição ao público contribuem para este cenário de crescimento, assim como a proposta de ampliação das regras para saque do FGTS.

De acordo com o estudo, a aceleração do crescimento deve ocorrer por meio da ocupação da capacidade ociosa da economia - o Indicador Ipea de Hiato do Produto, que mede o grau de ociosidade e está em 2,7%, deve fechar 2020 ainda com PIB 2,0% abaixo de seu potencial. Essa  aceleração do crescimento dependerá, no entanto, da continuidade das reformas no Congresso, especialmente da reforma tributária e da administração pública. A perspectiva da política fiscal, em particular quanto à capacidade de manter a regra do teto dos gastos, é considerada chave para a consolidação do crescimento.




  

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