13/12/2019

Economia criativa já emprega mais do que setores tradicionais da produção gaúcha

Os setores vinculados à cultura, criatividade inovação e conhecimento geram mais empregos do que segmentos tradicionais da economia gaúcha e já são responsáveis por 4,1% da força de trabalho do Rio Grande do Sul - é o que mostra pesquisa inédita realizada pela Secretaria Estadual de Planejamento, Orçamento e Gestão (SEPLAG) em parceria com a Secretaria Estadual da Cultura (SEDAC), com o intuito de compreender as características e potencialidades da chamada "Economia Criativa".

O estudo foi elaborado por pesquisadores do Departamento de Economia e Estatística (DEE/Seplag), e foi apresentado em evento na Casa de Cultura Mario Quintana, no Centro Histórico de Porto Alegre.

De acordo com os resultados da pesquisa, o segmento da economia criativa já responde por mais de 130 mil empregos formais no Rio Grande do Sul. Esta contingente é superior, por exemplo, aos postos de trabalho na indústria calçadista ou no setor automobilístico e fica muito próximo ao númeor de empregos gerados em áreas com alto poder de geração de vagas, como a construção civil. Atualmente o Estado registra mais de 48 mil microempreendedores individuais atuando em áreas como publicidade, artes visuais e design, entre outras.

Cenário nacional

Segundo a pesquisa, o RS aparece na quarta posição no ranking nacional tanto em termos de empregos formais como de empreendimentos registrados. Dos quase dois milhões de brasileiros com emprego formal na Economia Criativa, os gaúchos respondem por 6,5% (130.079 postos ao final de 2017), ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em termos de peso do setor criativo gaúcho no total da economia do país, a participação fica acima da média nacional: o RS concentra 4,1% dos postos de trabalho (média do Brasil é de 3,5%) e 6,6% nos empreendimentos (6,1% é a média nacional).

“Do ponto de vista da proporção do número de empreendimentos, o Rio Grande do Sul fica atrás apenas de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Distrito Federal. No entanto, é importante considerar que, no caso deste último, a dimensão menor do DF e o perfil de sua economia, concentrada no setor de serviços, fazem com que o número de empreendimentos em economia criativa tenha um peso relativo maior”, pondera o pesquisador.

Empregos na crise

Um aspecto importante revelado pelo estudo é que a Economia Criativa não ficou imune à recessão que o país enfrentou a partir de 2014. Houve uma sensível redução em empregos formais e em empresas neste período, porém o RS conseguiu manter, ao menos, um patamar muito próximo de 2009, quando o setor dava os primeiros passos de efetivo crescimento.

No período focado na pesquisa (2006 – 2017), pelos menos três setores tiveram crescimento exponencial: publicidade (151,6%), ensino da cultura (142,4%) e telecomunicações (111,6%). Em números absolutos, o segmento de tecnologia da informação e da comunicação é preponderante: tinha, ao final de 2017, 38.603 empregos registrados, crescimento de 14,9% no período. Por outro lado, o estudo aponta que a remuneração média dos gaúchos é 23,1% menor do que a nacional.

Micros

Dos 48.148 microempreendedores individuais (MEIs) registrados em 2019 e atuando no segmento, a publicidade responde por um terço do total (18.466). Na sequência, aparecem profissionais com MEI atuando em artes visuais e performáticas (9.786), ensino da cultura (4.541) e na arquitetura, design e moda (4.179).

“O surgimento deste novo conceito do MEI contribuiu de maneira significativa no sentido de gerar um marco legal voltado para a formalização dos empreendedores informais. Trabalhadores que atuavam na informalidade foram integrados ao mercado formal de trabalho”, consta na Nota Técnica elaborada pelo pesquisador.



  

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